Lúdyo Santos fala sobre a vitória contra o Betinense e o planejamento para a sequência do Módulo II

Após a vitória de ontem, frente o Betinense por 3 a 1, que selou a classificação do Baeta para o hexagonal final do Módulo II do Campeonato Mineiro, o treinador Lúdyo Santos concedeu uma entrevista coletiva, ainda no Estádio Mário Helênio, e falou sobre a vitória, classificação e os planos da equipe para a sequência do campeonato.

VITÓRIA E CLASSIFICAÇÃO APÓS INÍCIO RUIM NO CAMPEONATO

O momento do clube é um momento interessante, desde a montagem do elenco, a gente sabia que seria uma competição muito difícil, principalmente pela adaptação dos nossos atletas ao futebol profissional e à competição em si, mas em todo o momento a gente vem pregando tranquilidade, tranquilidade no trabalho, no dia-a-dia, principalmente foco, porque o potencial dos nossos atletas a gente já conhece, pois são atletas bem formados, atletas que passaram por grandes clubes, que naturalmente poderiam apresentar uma evolução e uma qualidade de jogo bem interessante. O momento é satisfatório em relação aos objetivos e com relação ao desempenho, hoje a equipe apresenta uma qualidade de jogo bem interessante, às vezes oscila um pouco pela idade, mas durante a competição, essa oscilação tem aparecido cada vez menos, o que me deixa bem satisfeito. De certa forma, não estou surpreso pelos resultados, pois era algo planejado, que a equipe viesse evoluindo durante a competição, e pela análise que a gente fazia dos adversários, pela análise que a gente fazia do nosso plantel, a gente tinha essa expectativa, que no momento que acontecesse a primeira vitória, o nosso dia-a-dia ficava mais confiante e naturalmente a gente poderia ter uma sequência vitoriosa na competição.

BOM MOMENTO FAZ EQUIPE SE FORTALECER NA COMPETIÇÃO

É um momento que o nosso grupo se fortalece muito, a confiança pra definir uma jogada, a confiança para achar um passe de primeira, a confiança pra fazer uma grande jogada, acaba se fortalecendo neste sentido, o que a gente tem que ter é equilibro e entender que a competição a partir de agora é outra, todas as equipes vão de chegar de forma vitoriosa e a confiança vale para todos, e gente precisa agora adaptar nessa “nova competição”, vamos dizer assim, que é o hexagonal, e entrar um pouco mais forte, um pouco mais equilibrado, pois agora talvez seja o lado mais cruel da competição, que não admite um número de erros que aconteceram nessa fase classificatória, erros que eu falo, são erros técnicos em si, erros de toque de bola, erro numa tomada de decisão, erro numa leitura de jogo, chegar num tempo errado, porque a competição agora, o jogo fica um pouco mais veloz!

ALTERAÇÕES QUE FORAM FUNDAMENTAIS PARA A VIRADA

Eu tenho alguns modelos de jogo, algumas formatações que eu levo comigo alguns anos, e no dia-a-dia a gente tem tentado implementar isso, eu acho que o jogo de futebol é um jogo de estratégia e a gente precisava naquele momento do jogo fazer algumas mudanças de preenchimento de campo, porque o Betinense tinha encaixado a marcação e a gente estava tendo pouca variação dentro do modelo que estava proposto, e é a questão do futebol, a gente estava vindo com três atacantes e não estávamos construindo, aí eu optei por colocar três volantes, pra gente conseguir uma melhor circulação de bola e conseguir as dobras pelos setores, e até mesmo as infiltrações, algo que eu achava que era necessário naquele momento, e isso a gente vem trabalhando muito no dia-a-dia, as jogadas em velocidade, conhecimento, achar a jogada no tempo certo, e graças a Deus a gente foi muito feliz enquanto a isso.

AVALIAÇÃO DO ELENCO

A montagem da equipe foi um pouco desgastante e nesse momento a gente tenta ter opções, pra variações, pra suspensões, pra lesão, porque a gente sabe que é algo recorrente no futebol. E mais do que nunca agora para o hexagonal, a gente vai precisar sentar planejar, a gente já tem algumas conversas, de possíveis atletas, porque a competição muda muita, existe um planejamento da Federação de acabar a competição dia 20 de maio, porém o BOA Esporte estreia dia 13 na Série B, então se o BOA de fato se classificar, os jogos podem passar a ser toda quarta e sábado, com cidades distantes quase 700Km, e a gente vai precisar neste caso ter, de fato, mais variação, um grupo de atletas um pouco mais jogado, um pouco mais maduro, pra conseguir suportar as demandas do jogo. Hoje, a gente tem 22 atletas, sendo que 6 deles ainda tem idade sub-20, e a gente precisa definir como vai ser essa questão pro hexagonal, mas é algo que a gente vem conversando, dentro da proposta do clube, da gente se fortalecer, o fim do estadual do Módulo I nos ajuda na questão de empréstimo de alguns jogadores.

BRECHA NA TABELA EM FUNÇÃO DA AUSÊNCIA DO FORMIGA AJUDOU NA PREPARAÇÃO DA EQUIPE

Foi muito interessante pra gente e a direção do clube foi muito feliz na montagem do nosso planejamento, porque além do planejamento técnico, tático, existe também o planejamento estrutural e financeiro, e dentro do que o clube pode oferecer naquele momento estruturalmente e financeiramente, a gente adiou um pouco a apresentação porque a gente sabe que existe uma demanda organizacional muito grande e esse período de intertemporada entre os jogos, nos ajudou muito, principalmente nos ajudou a corrigir erros do primeiro jogo, foi um problema que a gente teve, de não conseguir amistosos contra equipes de alto nível, e já ter que estrear numa competição diante do Social em casa e acabou que fomos derrotados. Então, o Social balizou muita coisa, em questão de postura de atleta, em questão de comportamento competitivo de alguns atletas e que nesses 10 dias começamos a focar sobre isso. Eu acredito muito que futebol não se ganha, nem se perde ocasionalmente, eu acho que você pode perder um jogo ocasionalmente, mas a sequência do trabalho demanda uma organização, um entendimento do processo e principalmente uma análise individual e coletiva da equipe.  E o foco nesse período sem jogos foi exatamente isso, a gente via lastros, a gente via formatação, mas víamos que alguns atletas demandavam uma competitividade e entrega de jogo maior.

ANÁLISE DO TRABALHO

Momento agora é de reflexão sobre o trabalho, sobre o que foi feito, e a gente precisa agora, melhorar a nossa dinâmica, o grupo tem que se fortalecer no quesito de anular as jogadas dos adversários e construir jogadas num tempo certo, hoje, em algumas situações, o Betinense conseguiu envolver a gente, porque nossa marcação estava muito no tempo errado, um ou dois segundos que a abordagem acontecia e a bola já tinha saído daquele setor.  A gente precisa melhorar essa intensidade e mais padrão de jogo coletivo, tanto defensivo, como ofensivo, o foco do trabalho tem que ser em cima disso.

ANÁLISE DA POSIÇÃO CLASSIFICATÓRIA NA TABELA

Agora, a gente tem que definir diante do próprio jogo contra o Social, o planejamento, o que a gente vai fazer de ajuste, hoje tivemos dois jogadores com o terceiro cartão, Tony e Marcelo, Gustavo está se recuperando, o Hipólito cumpriu suspensão hoje, e agora a gente precisa se reorganizar e planejar uma estratégia de jogo contra o Social, apesar de que a classificação em primeiro ou segundo lugar, não vejo tanto foco assim, eu acredito que pro hexagonal, a tabela vai modificar muito em função dessa questão do BOA, por mais que a gente direcione de uma forma ou outra, pode ser que a gente até estreie contra o BOA aqui, porque eles vão ter que afunilar o jogo, eu acredito nisso, duas ou três rodadas do AO vão ter que vir pro meio de semana, então não tem como muito planejar essa tabela ainda, a gente tem que focar no fortalecimento da equipe, dentro de uma coletividade do grupo.

MATURIDADE DA EQUIPE APÓS MAIS UMA VIRADA

No último jogo aconteceu uma situação semelhante, a gente saiu perdendo do Guarani, e em momento nenhum a gente perdeu o equilíbrio, isso eu acredito que é hábitos do dia-a-dia, que a gente vem conversando com os atletas, pra terem equilíbrio emocional, pra que tomem as melhores decisões no jogo, e o grupo tem crescido muito nesse sentido, desde o início, a gente já ponderou isso, que a equipe era muito jovem e que a tendência era que crescesse muito durante a competição, com relação ao placar em si, essas mudanças de placares, eles estão muito habituadas a isso desde as categorias de base, e que no futebol profissional, eles realmente precisam se adaptar, principalmente com relação à velocidade de jogo e como um atleta mais experiente gerencia o jogo.

Fotos: Kiko Halfeld

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